{"id":117,"date":"2014-02-23T15:03:27","date_gmt":"2014-02-23T18:03:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/?p=117"},"modified":"2014-02-23T15:16:34","modified_gmt":"2014-02-23T18:16:34","slug":"o-relampago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/o-relampago\/","title":{"rendered":"O Rel\u00e2mpago"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0012_image016.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-120\" alt=\"slide0012_image016\" src=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0012_image016-148x300.jpg\" width=\"148\" height=\"300\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0012_image014.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-119\" alt=\"slide0012_image014\" src=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0012_image014-138x300.jpg\" width=\"138\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0012_image014-138x300.jpg 138w, https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0012_image014.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 138px) 100vw, 138px\" \/><\/a>Rel\u00e2mpago\u00a0[de re + o radical latim lampare \u2018fulgir\u2019, \u2018brilhar\u2019]\u00a0Luz intensa e r\u00e1pida produzida pela descarga el\u00e9trica entre duas nuvens, e que, geralmente, precede o ru\u00eddo do trov\u00e3o. (Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio)<\/p>\n<p>A cada segundo, cerca de cem mil raios caem sobre a terra, produzidos por cerca de duas mil tempestades, conforme dados do Lightning Mapper Sensor\u00a0da NASA.<\/p>\n<p>A maior tempestade de raios conhecida foi a de mar\u00e7o de 1993 sobre a Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos: cerca de cinco mil raios por hora durante um dia inteiro.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Imagem1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-122\" alt=\"Imagem1\" src=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Imagem1-1024x506.jpg\" width=\"1024\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Imagem1-1024x506.jpg 1024w, https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Imagem1-300x148.jpg 300w, https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Imagem1.jpg 1102w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>Caracter\u00edsticas dos raios envolvendo corpos humanos<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0013_image035.gif\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-125\" alt=\"slide0013_image035\" src=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0013_image035-137x300.gif\" width=\"137\" height=\"300\" \/><\/a>A pele humana, capas pl\u00e1sticas de chuva, botas de borracha e outros tipos de isola\u00e7\u00f5es n\u00e3o exercem nenhum efeito isolante contra a incid\u00eancia de raios, o corpo humano representa um condutor de aproximadamente 300 ohms da cabe\u00e7a aos p\u00e9s.\u00a0Descargas superficiais ocorrem ao longo do corpo humano ao gradiente de tens\u00e3o de cerca de 250 kv\/m. A corrente de raio que atinge a cabe\u00e7a da pessoa se desenvolve de duas formas: por condu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do corpo e na forma de descargas superficiais ao longo do corpo.\u00a0As descargas superficiais provocam queimaduras na forma de marcas ao longo do corpo, que s\u00e3o facilmente curadas.\u00a0A corrente de condu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do corpo humano causa parada card\u00edaca e respirat\u00f3ria, geralmente resultando em morte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Problemas de seguran\u00e7a em acidentes com raios<\/h2>\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o e quantidade de pessoas atingidas<br \/>\n(dados de pesquisa)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0084_image036.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-128\" alt=\"slide0084_image036\" src=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0084_image036-1024x400.jpg\" width=\"1024\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0084_image036-1024x400.jpg 1024w, https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0084_image036-300x117.jpg 300w, https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0084_image036.jpg 1106w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As pe\u00e7as met\u00e1licas ao longo do corpo acentuam as descargas de superf\u00edcie e tendem a reduzir a corrente de condu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 o pr\u00f3prio corpo humano, e n\u00e3o qualquer pe\u00e7a de metal, que atrai a descarga atmosf\u00e9rica. Objetos erguidos acima da cabe\u00e7a amplificam esse efeito de atra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Somente descargas diretas ou laterais provocam morte, causada pela passagem de uma corrente de condu\u00e7\u00e3o elevada atrav\u00e9s do corpo humano.<\/p>\n<p>A perman\u00eancia pr\u00f3xima a objetos como \u00e1rvore, mastro de barracas, chamin\u00e9s, etc., que n\u00e3o s\u00e3o equipados com captores e condutores de descida, \u00e9 mais perigosa do que permanecer em campo aberto.<\/p>\n<p>Em 11% dos acidentes com descargas diretas e laterais, pessoas agachadas ou sentadas s\u00e3o mortas ou gravemente feridas. Tais posturas n\u00e3o s\u00e3o seguras o suficiente para evitar a incid\u00eancia de descargas.<\/p>\n<p>O interior de uma gaiola de Faraday \u00e9 um espa\u00e7o seguro, dentro do qual os raios n\u00e3o penetram. Na vida cotidiana, carros, \u00f4nibus, trens e pr\u00e9dios de concreto representam espa\u00e7os seguros.No interior de edif\u00edcios de madeira e pequenas cabanas, \u00e9 recomend\u00e1vel permanecer afastado pelo menos um metro das paredes, pilares e teto.<\/p>\n<p>Recomenda-se tamb\u00e9m, em qualquer tipo de edifica\u00e7\u00e3o, manter afastamento de um metro de linhas el\u00e9tricas e telef\u00f4nicas, bem como de todo dispositivo ou aparelho el\u00e9tricos a elas conectado, pois h\u00e1 a probabilidade de que surtos atmosf\u00e9rico que se propaguem ao longo de tais linhas causem danos \u00e0s pessoas a elas adjacentes.<\/p>\n<p>Acidentes com descargas diretas ou laterais freq\u00fcentemente ocorrem quando as nuvens de tempestade est\u00e3o ainda distantes e os trov\u00f5es s\u00e3o ouvidos ao longe, ou quando as nuvens parecem j\u00e1 ter se distanciado bastante.<\/p>\n<p>Quando os acidentes ocorrem, deve-se proceder \u00e1 reanima\u00e7\u00e3o artificial e massagem card\u00edaca externa. Se a respira\u00e7\u00e3o e a pulsa\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas s\u00e3o restabelecidas, a opera\u00e7\u00e3o de salvamento \u00e9 quase sempre bem sucedida, e elas se recuperam, sendo todos os danos curados depois de um certo tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Guia de seguran\u00e7a contra os perigos do raio<\/h2>\n<p>Permane\u00e7a dentro de pr\u00e9dio, carros, \u00f4nibus, trens e cabanas.Na falta desta op\u00e7\u00e3o, entre e permane\u00e7a em \u00e1rea protegida por objetos altos, como linhas el\u00e9tricas a\u00e9reas, em \u00e1rea delimitada por um \u00e2ngulo vertical de 45 graus em rela\u00e7\u00e3o aos seus pontos mais altos.<\/p>\n<p>Quando estiver em terreno aberto e plano, desvencilhe-se de todos os objetos longos, como guardas-chuvas,varas de pesca, tacos de golfe.N\u00e3o remova pe\u00e7as met\u00e1licas que esteja portando ou vestindo.Se voc\u00ea prever a imin\u00eancia de um raio, deite-se imediatamente. Em casos usuais, abaixe-se o m\u00e1ximo poss\u00edvel, observe a atividade atmosf\u00e9rica e procure em torno por edif\u00edcio ou objetos altos que possam construir uma \u00e1rea protegida. Ao ouvir trov\u00f5es, dirija-se a edif\u00edcios ou \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>Quando ingressar em \u00e1rea protegida por objetos altos, mantenha, com rela\u00e7\u00e3o a estes, dist\u00e2ncia de mais de dois metros a abaixe-se o m\u00e1ximo. Em caso de \u00e1rvores altas, mantenha no m\u00ednimo dois metros de dist\u00e2ncia de galhos e folhas.<\/p>\n<p>Permane\u00e7a em \u00e1rea segura at\u00e9 ter certeza de que os trov\u00f5es realmente acabaram.<\/p>\n<p>A tradicional recomenda\u00e7\u00e3o de n\u00e3o se abrigar sob \u00e1rvores \u00e9 mantida, pois se um raio tiver de cair, as \u00e1rvores, num campo aberto, s\u00e3o o local mais prov\u00e1vel para isso acontecer. O melhor que a pessoa pode fazer, por mais estranho e constrangedor que pare\u00e7a, \u00e9 deitar completamente no ch\u00e3o, pois com isso a massa corporal (que \u00e9 80% constitu\u00edda de \u00e1gua) se espalha e fica equalizada com o solo, deixando de haver a diferen\u00e7a de potencial el\u00e9trico que atrairia o raio.\u00a0H\u00e1 mais chance de que algum outro objeto nas proximidades seja mais atrativo para a corrente el\u00e9trica.<\/p>\n<p>No <strong>campo de futebol<\/strong>, o jogo deve ser imediatamente interrompido, pois se um raio cair, vai afetar provavelmente mais de um jogador ao mesmo tempo. Nos campos situados entre edifica\u00e7\u00f5es com p\u00e1ra-raios, uma centelha el\u00e9trica do raio que est\u00e1 caindo no pr\u00e9dio pode incidir no campo de futebol.<\/p>\n<p>Pelo<strong> telefone<\/strong> \u2013 Enquanto o telefone celular n\u00e3o apresenta risco para o usu\u00e1rio, por n\u00e3o ter liga\u00e7\u00e3o f\u00edsica com a terra \u2013 e portanto pode ser usado mesmo durante a tempestade \u2013 o telefone convencional est\u00e1 ligado ao cabo telef\u00f4nico.\u00a0Al\u00e9m do choque, um raio pode causar, entre outros danos, a surdez da pessoa que estiver usando o telefone nesse momento.<\/p>\n<p>Ainda se salvam os <strong>postos de gasolina<\/strong>, que seguem uma norma t\u00e9cnica espec\u00edfica para as instala\u00e7\u00f5es dos dep\u00f3sitos de gasolina: eles devem ficar enterrados no solo e vedados contra a entrada de oxig\u00eanio, o que evita a explos\u00e3o do combust\u00edvel; assim a descarga el\u00e9trica passa pelo tambor e se dissipa no solo. Al\u00e9m disso, a estrutura de cobertura deve ser met\u00e1lica, para que a descarga el\u00e9trica seja conduzida para o solo. Existe apenas um raro momento de perigo: quando o frentista est\u00e1 abastecendo um ve\u00edculo, em meio \u00e0 tempestade, e alguma bolha de oxig\u00eanio possa passar pela mangueira para o tanque subterr\u00e2neo de combust\u00edvel. Neste caso, um raio poderia provocar uma explos\u00e3o do posto.\u00a0Por isso, embora pare\u00e7a uma provid\u00eancia radical, o certo seria os postos de combust\u00edvel interromperem a venda de combust\u00edvel aos motoristas durante o cl\u00edmax da tempestade com maior incid\u00eancia de raios. Uma distribuidora de combust\u00edvel inclusive passava essa recomenda\u00e7\u00e3o, em cursos para os frentistas dos postos.<\/p>\n<p>Nos<strong> avi\u00f5es<\/strong> existia uma situa\u00e7\u00e3o semelhante a dos postos de gasolina: depois de um acidente a\u00e9reo ocorrido cerca de 20 anos atr\u00e1s, os tanques de combust\u00edvel da aeronave s\u00e3o instalados de forma a \u201cflutuar\u201d sobre \u201ccoxinhos\u201d de borracha, de forma a n\u00e3o ter contato algum com a carca\u00e7a da aeronave.\u00a0Os avi\u00f5es s\u00e3o costumeiramente atingidos pelos raios, por\u00e9m como est\u00e3o imersos no ambiente ionizado, o raio passa pela carca\u00e7a met\u00e1lica (que forma tamb\u00e9m uma \u201cgaiola de Faraday\u201d) e continua a descida em dire\u00e7\u00e3o ao solo, sem afetar os instrumentos de bordo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0095_image087.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-135\" alt=\"slide0095_image087\" src=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0095_image087-150x150.jpg\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>Os raios j\u00e1 foram respons\u00e1veis at\u00e9 pelo lan\u00e7amento de um <strong>foguete<\/strong> norte-americano (aconteceu em 1987, na plataforma da ilha Wallop, confessa a NASA).\u00a0Mesmo os astronautas da Apollo 12 perderam por algum tempo o controle da nave, devido a um raio que afetou os computadores de bordo.<\/p>\n<p>Num <strong>autom\u00f3vel<\/strong>, os ocupantes devem evitar encostar nas partes met\u00e1licas. Se um raio cair sobre o carro, percorrer\u00e1 a carro\u00e7aria e acabar\u00e1 centelhando para o solo, ocorrendo assim a dissipa\u00e7\u00e3o, apesar de n\u00e3o haver contato direto com o solo (os pneus s\u00e3o de borracha, isolantes). Por isso, n\u00e3o se deve sair do carro nos primeiros instantes ap\u00f3s a queda do raio. Curiosamente, a chamada eletr\u00f4nica embarcada n\u00e3o sofre os efeitos da descarga el\u00e9trica: a carro\u00e7aria met\u00e1lica do ve\u00edculo funciona (como no caso do avi\u00e3o) como uma gaiola Faraday, de forma que a descarga el\u00e9trica n\u00e3o passa pelos componentes microprocessados existentes no ve\u00edculo.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso de uma embarca\u00e7\u00e3o \u2013 um <strong>navio<\/strong> \u2013 o raio poder\u00e1 atingir os equipamentos de telecomunica\u00e7\u00e3o e navega\u00e7\u00e3o, bem como os computadores de bordo, antes de ser dissipado pelo casco na \u00e1gua. \u00c9\u00a0 por isso que a empresa produtora dos equipamentos anti-raio est\u00e1 iniciando um trabalho de divulga\u00e7\u00e3o desses produtos tamb\u00e9m no meio mar\u00edtimo, at\u00e9 porque como a \u00e1gua \u00e9 excelente atratora de raios, o navio que se interp\u00f5e entre o raio e a \u00e1gua tem mais possibilidades de ser atingindo pelas descargas atmosf\u00e9ricas e ter os equipamentos eletr\u00f4nicos danificados.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, pela mesma\u00a0 raz\u00e3o se recomenda sair imediatamente de <strong>piscinas<\/strong> ou do mar no caso de se iniciar uma tempestade com raios&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Pesquisas reformulam conceitos sobre as descargas atmosf\u00e9ricas<\/h3>\n<p>As pesquisas demonstram que, embora um raio possa ter at\u00e9 100 mil amp\u00e8res ao descer, a grande parte dos raios na verdade inicia a descida com 35 mil amp\u00e8res. Ao atingir uma edifica\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 forte dissipa\u00e7\u00e3o j\u00e1 ocorrida no percurso, a corrente j\u00e1 est\u00e1 com seis mil amp\u00e8res. No momento em que atinge a casa ou o pr\u00e9dio, n\u00e3o havendo o p\u00e1ra-raios, a corrente seguir\u00e1 pela estrutura f\u00e9rrea existente nas paredes at\u00e9 o solo.<\/p>\n<p>O p\u00e1ra-raios tem apenas a fun\u00e7\u00e3o de facilitar essa passagem, evitando danos \u00e0 estrutura f\u00edsica do pr\u00e9dio, mas ele n\u00e3o protege os equipamentos el\u00e9tricos existentes no interior da edifica\u00e7\u00e3o. Se um raio chega por um fio telef\u00f4nico ou el\u00e9trico, ou pela antena de televis\u00e3o, vai percorrer os aparelhos conectados \u00e0 rede (mesmo que desligados), em busca de\u00a0 uma sa\u00edda para o solo, e nesse percurso vai queimar os circuitos que encontrar.<\/p>\n<p><strong>O choque el\u00e9trico<\/strong><\/p>\n<p>Uma corrente de 20mA (miliamp\u00e8re) que passa pelo corpo humano pode ser fatal. Para que isso ocorra a corrente el\u00e9trica, de alta resist\u00eancia, deve entrar e sair pela epiderme.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Os aterramentos no Brasil<\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Imagem2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-130\" alt=\"Imagem2\" src=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Imagem2.jpg\" width=\"762\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Imagem2.jpg 762w, https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Imagem2-300x151.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 762px) 100vw, 762px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Embora o Brasil seja detentor de tecnologia de ponta em termo de prote\u00e7\u00e3o contra descargas atmosf\u00e9ricas, no cotidiano os sistemas de aterramento utilizados nos pr\u00e9dios e nas casas \u2013 quando existem &#8211; deixam muito a desejar. Em certos casos, as pessoas estariam mais seguras se eles n\u00e3o estivessem instalados.<\/p>\n<p>Uma norma b\u00e1sica do aterramento el\u00e9trico \u00e9 a IEC 200 dos Estados Unidos, segundo a qual todos os aterramentos t\u00eam de estar interligados fisicamente, em toda a estrutura f\u00edsica de uma cidade. Os cabos el\u00e9tricos naquele pa\u00eds possuem tr\u00eas p\u00f3los: fase, neutro e terra. Cada pr\u00e9dio novo que \u00e9 constru\u00eddo deve interligar seu fio terra com os demais. Isso cria uma \u201cgaiola de Faraday \u201d, uma esp\u00e9cie de malha ou rede subterr\u00e2nea que evita a diferen\u00e7a de potencial no solo. \u00c9 que se dois pr\u00e9dios vizinhos possuem aterramentos diferentes e n\u00e3o interligados, e um registra 5 ohms enquanto o outro tem 20 ohms, por exemplo, quando a descarga el\u00e9trica bate no solo, retorna pelo fio-terra do pr\u00e9dio onde h\u00e1 menor resist\u00eancia el\u00e9trica, com todas as conseq\u00fc\u00eancias como se o raio tivesse ca\u00eddo nesse outro pr\u00e9dio.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta desligar os aparelhos eletr\u00f4nicos da casa ou escrit\u00f3rio, durante a tempestade. Como as descargas el\u00e9tricas podem chegar tanto pela rede telef\u00f4nica, pelo cabeamento de televis\u00e3o e principalmente pelas antenas de TV, \u00e9 preciso desconectar os aparelhos da rede telef\u00f4nica e dos cabos de televis\u00e3o.<\/p>\n<p>E desligar o aparelho tamb\u00e9m n\u00e3o basta: \u00e9 preciso desconect\u00e1-lo da tomada, pois a descarga el\u00e9trica que atingir a edifica\u00e7\u00e3o vai percorrer todos os aparelhos el\u00e9tricos em busca do caminho de sa\u00edda para a terra e, ao passar pelos circuitos microprocessados, os danificar\u00e1.<\/p>\n<p>Desligar o disjuntor no quadro geral de eletricidade tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o suficiente. Como a dist\u00e2ncia entre os p\u00f3los do disjuntor \u00e9 pequena, poder\u00e1 haver uma centelha el\u00e9trica que pule de um p\u00f3lo ao outro, continuando seu caminho at\u00e9 passar pelos equipamentos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Mesmo em atividades mais comuns, at\u00e9 uns oito anos atr\u00e1s, um bom sistema de aterramento e um p\u00e1ra-raios resolviam, quando as nuvens negras surgiam no c\u00e9u.<\/p>\n<p>Na medida em que os equipamentos microprocessados \u2013 computadores, equipamentos telef\u00f4nicos e de fax, televisores, fornos microondas, equipamentos para receber sinais televisivos por cabo ou sat\u00e9lite \u2013 invadiram escrit\u00f3rios e resid\u00eancias, a situa\u00e7\u00e3o mudou radicalmente.<\/p>\n<p>O velho p\u00e1ra-raios protege a estrutura f\u00edsica do pr\u00e9dio ou da casa, mas n\u00e3o os aparelhos eletr\u00f4nicos que estejam ligados \u00e0s tomadas, aos fios telef\u00f4nicos, aos cabos de televis\u00e3o ou \u00e0s antenas.<\/p>\n<p>Estabilizadores de tens\u00e3o e principalmente filtros de linha el\u00e9trica comuns tamb\u00e9m n\u00e3o apresentam qualquer prote\u00e7\u00e3o contra descargas el\u00e9tricas, lembra ainda o especialista. Ali\u00e1s, a tend\u00eancia \u00e9 que esses equipamentos saiam do mercado em breve, pois os no-breaks est\u00e3o ampliando sua participa\u00e7\u00e3o no mercado e apresentando pre\u00e7os cada vez menores, e al\u00e9m de estabilizarem a corrente el\u00e9trica permitem prote\u00e7\u00e3o contra sub e sobretens\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Fatos curiosos sobre os raios<\/h2>\n<p>Os rel\u00e2mpagos aparecem todos recortados no c\u00e9u porque as descargas procuram os caminhos de menor resist\u00eancia numa atmosfera cheia de cargas el\u00e9tricas vari\u00e1veis. Geralmente, as mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o (ziguezague) do raio que est\u00e1 caindo ocorrem a cada 50 metros.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do dito popular, um segundo raio tem muitas possibilidades de cair no mesmo lugar que o primeiro, pois o campo el\u00e9trico que atraiu o primeiro raio ainda permanece por algum tempo, podendo atrair o segundo&#8230;<\/p>\n<p>E uma das pessoas mais atingidas por raios (sete vezes) foi certamente o guarda-florestal Roy Sullivan, do estado norte-americano de Virginia: em 1942, perdeu uma unha do p\u00e9; em 1969, 1970, 1972 e 1973, teve queimaduras leves; em 1976, ficou com o tornozelo ferido; em 1977, foi a vez do peito e da barriga ficarem queimados.<\/p>\n<p>Embora eles possam surgir at\u00e9 num c\u00e9u limpo, em tempestades de areias ou gelo, os raios s\u00e3o gerados em apenas um tipo de nuvem: a cumulonimbo, diferente das outras por ter maior extens\u00e3o vertical (sua base est\u00e1 situada 2 km de altura do solo,enquanto o topo fica 18 km acima). O ar quente e \u00famido pr\u00f3ximo ao solo, mais leve que a ar frio da alta atmosfera sobe e vai esfriando, at\u00e9 chegar ao topo da nuvem, que registra cerca de 30 graus cent\u00edgrados negativos. Ent\u00e3o, o vapor de \u00e1gua que estava misturado ao ar quente vira granizo e despenca, atritando com outras part\u00edculas menores, como cristais de gelo, fazendo com que ambos fiquem eletricamente carregados.<\/p>\n<p>O granizo \u2013 que acumulou carga negativa \u2013 vai para a base da nuvem, enquanto cristais de gelo, com carga positiva, continuam a ascens\u00e3o para o topo da nuvem, por serem mais leves. Quando a diferen\u00e7a entre as cargas do topo (positivo) e a base (negativa) da nuvem fica muito intensa, ocorre o rel\u00e2mpago.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a de tempo entre o rel\u00e2mpago e o correspondente trov\u00e3o ocorre porque a luz \u00e9 muito mais veloz (300 mil km\/segundo) que o som (344 m\/s no ar, \u00e0 temperatura de zero grau cent\u00edgrado), chegando assim muito mais r\u00e1pido ao observador. Pode-se at\u00e9 calcular a dist\u00e2ncia de onde o raio caiu at\u00e9 o observador pelo tempo que demora para ser ouvido o trov\u00e3o: cada tr\u00eas segundos do tempo entre o rel\u00e2mpago e o\u00a0trov\u00e3o equivalem a aproximadamente um quil\u00f4metro de dist\u00e2ncia (cinco segundos equivalem a uma milha). O trov\u00e3o \u00e9 causado pela r\u00e1pida expans\u00e3o do ar \u2013 que \u00e9 aquecido pelo raio a cerca de 30 mil graus cent\u00edgrados, cinco vezes mais que a temperatura na superf\u00edcie do sol.<\/p>\n<p>Os pesquisadores lembram que os cabos de fibra \u00f3ptica n\u00e3o apresentam problemas com os raios, pois o que circula dentro deles s\u00e3o impulso luminoso, e o revestimento n\u00e3o \u00e9 condutor de eletricidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, por serem finos e flex\u00edveis, as normas recomendam que eles sejam instalados em passagens subterr\u00e2neas.<\/p>\n<p>Muitos pensam que as bolas de cor alaranjada colocadas na fia\u00e7\u00e3o entre torres de alta tens\u00e3o se destinam apenas a facilitar a visualiza\u00e7\u00e3o dos cabos entre as torres, por pilotos de avi\u00e3o e helic\u00f3ptero. Na verdade, essas bolas &#8211; tecnicamente chamadas de esferas disssipadoras eletro-geom\u00e9tricas &#8211; s\u00e3o colocadas nos cabos entre as torres &#8211; e nunca nos fios de alta tens\u00e3o,\u00a0servindo para atrair os raios que possam atingir os fios e jog\u00e1-los pelo cabo de uma esfera para a outra, at\u00e9 que a corrente chegue \u00e0 estrutura met\u00e1lica das torres, e por ela atinja o solo.\u00a0\u00c9 que se torna invi\u00e1vel colocar p\u00e1ra-raios nos fios, e aquela solu\u00e7\u00e3o evita que o raio parta os cabos e os atire sobre as estradas &#8211; o que poderia provocar graves acidentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Rel\u00e2mpago e Trov\u00e3o<\/h3>\n<p>Durante uma tempestade, verificou-se que ocorre uma separa\u00e7\u00e3o de cargas el\u00e9tricas, ficando as nuvens mais baixas eletrizadas negativamente enquanto que as mais altas, positivamente. Desta forma, tem-se a exist\u00eancia de um campo el\u00e9trico entre duas nuvens. Entre as nuvens mais baixas e a Terra tamb\u00e9m tem-se a exist\u00eancia de um campo el\u00e9trico. \u00c0 medida que as cargas v\u00e3o se acumulando nas nuvens, a intensidade desse campo el\u00e9trico aumenta de tal valor, que a regi\u00e3o entre as nuvens (ar) torna-se um condutor. Ocorrendo isso, uma enorme centelha el\u00e9trica (rel\u00e2mpago) salta de uma nuvem para outra ou de uma nuvem para Terra. Esta descarga el\u00e9trica aquece o ar ao seu redor, provocando uma expans\u00e3o que se propaga em forma de onda sonora originando o trov\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0050_image141.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-132\" alt=\"slide0050_image141\" src=\"http:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0050_image141-300x263.jpg\" width=\"300\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0050_image141-300x263.jpg 300w, https:\/\/www.radioescotismorj.com\/web\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/slide0050_image141.jpg 423w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O inventor do p\u00e1ra\u2013raios, Benjamin Franklin (1706-1790), fez em 1752 uma experi\u00eancia que quase lhe custou a vida: usou um fio de metal num papagaio (pipa) que empinou numa tempestade, preso a uma chave, que por sua vez era manobrada atrav\u00e9s de um fio de seda.<\/p>\n<p>Sua sorte foi que apenas algumas cargas el\u00e9tricas leves desceram por esse dispositivo, pois se tivesse realmente atra\u00eddo um raio, teria morrido eletrocutado, como aconteceu com o f\u00edsico russo Georg Richmann, que tentou repetir a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>J\u00e1 a linha fina usada nos papagaios comuns n\u00e3o tem grande capacidade de condu\u00e7\u00e3o de cargas el\u00e9tricas (devido \u00e0 pequena espessura do fio e \u00e0s caracter\u00edsticas da linha, a condutividade \u00e9 m\u00ednima).<\/p>\n<p>A energia transferida pelo raio entre a nuvem e a terra \u00e9 em m\u00e9dia de 1.012 watts (uma l\u00e2mpada comum de 100 watts consome essa energia se ficar ligada pouco mais de dez horas). O que mata, no raio, \u00e9 o choque e o calor produzidos por sua alta voltagem. Os homens s\u00e3o mais atingidos que as mulheres, pelo simples fato de haver mais homens que mulheres fora das casas, quando ocorrem as tempestades.<\/p>\n<p>O raio s\u00f3 se torna vis\u00edvel na fase final do processo, quando ocorre a chamada descarga de retorno. Pode ser positivo ou negativo, sendo que o positivo (mais raro) tem o dobro da amperagem do negativo e sua corrente el\u00e9trica cont\u00ednua dura cerca de 200 mil\u00e9simos de segundo, mais que o dobro da tempo verificado no raio negativo (da\u00ed serem os raios positivos mais destrutivo, podendo iniciar um inc\u00eandio florestal). A diferen\u00e7a \u00e9 que os negativos partem da base da nuvem, enquanto os positivos surgem do topo do cumulonimbo, carregado positivamente.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o sudeste do Brasil, curiosamente, 60% dos raios s\u00e3o positivos (contra a m\u00e9dia mundial de apenas 10%), n\u00e3o sendo conhecida ainda uma explica\u00e7\u00e3o definitiva para o fen\u00f4meno (suspeita-se que seja pela reuni\u00e3o de grande n\u00famero de cumulonimbos com as correntes atmosf\u00e9ricas procedentes da Ant\u00e1rtida, formando um campo el\u00e9trico positivo no topo das nuvens t\u00e3o forte e distante das bases dessas nuvens que trocaria energia diretamente com a terra).<\/p>\n<p>Ainda sobre o assunto estradas, vale observar que se um motorista dirige seguidamente por muito tempo, ao sair do carro pode sofrer um choque causado pela eletricidade est\u00e1tica, pois o ve\u00edculo ficou muito tempo em atrito com o ar, acumulando a carga el\u00e9trica (o atrito arranca el\u00e9trons &#8211; cargas negativas &#8211; do metal do ve\u00edculo, que fica assim com pr\u00f3tons &#8211; as cargas positivas &#8211; a mais), e o motorista acaba fazendo a liga\u00e7\u00e3o entre as partes met\u00e1licas e o solo, ao colocar os p\u00e9s no ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, \u00e9 por essa raz\u00e3o que os caminh\u00f5es-tanque possuem correntes que arrastam pelo ch\u00e3o: elas servem para descarregar a eletricidade est\u00e1tica do ve\u00edculo, evitando eventual explos\u00e3o do combust\u00edvel transportado.<\/p>\n<p>Nas corridas de F\u00f3rmula-1, por exemplo, os boxes das equipes t\u00eam o ch\u00e3o revestido de chapas flex\u00edveis de cobre, que retiram as cargas positivas da lataria dos carros de corrida, restabelecendo o equil\u00edbrio el\u00e9trico, como se fosse um fio-terra. Assim, o reabastecimento dos ve\u00edculos pode ser feito em seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>E, voltando ao assunto computador, t\u00e9cnicos de manuten\u00e7\u00e3o de equipa-mentos observam que se a rede de computadores possui aterramento, a descarga el\u00e9trica que chegue pela via telef\u00f4nica \u00e9 dissipada atrav\u00e9s do terra da rede, mas quando o aterramento inexiste ou \u00e9 ineficiente, todas as placas de rede dos computadores s\u00e3o queimadas na passagem dessa descarga el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Um raio que caia nas proximidades de um computador poder\u00e1 danificar o circuito el\u00e9trico, ocasionando a parada do equipamento e a inevit\u00e1vel perda dos dados que estejam na mem\u00f3ria de trabalho. Por\u00e9m, n\u00e3o afetar\u00e1 a mem\u00f3ria magn\u00e9tica, ou seja, os programas contidos no disco r\u00edgido. Ali\u00e1s, o efeito do raio que n\u00e3o atinja a corrente el\u00e9trica que alimenta o computador \u00e9 semelhante ao observador por pessoas e empresas que usam computadores perto de pedreiras: no momento da detona\u00e7\u00e3o dos explosivos, surgem ondas de choque com a capacidade de alterar a corrente el\u00e9trica nos chips dos computadores situados nas proximidades.<\/p>\n<p>Caso n\u00e3o haja danos, basta nesse caso religar o computador e refazer o trabalho a partir da \u00faltima vez em que os dados foram salvos no disco r\u00edgido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fonte: Rel\u00e2mpago: Energia da natureza,<\/em><br \/>\n<em>Ger\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o da UN-Replan<\/em><br \/>\n<em>Petrobras<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rel\u00e2mpago\u00a0[de re + o radical latim lampare \u2018fulgir\u2019, \u2018brilhar\u2019]\u00a0Luz intensa e r\u00e1pida produzida pela descarga el\u00e9trica entre duas nuvens, e que, geralmente, precede o ru\u00eddo do trov\u00e3o. (Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio) A cada segundo, cerca de cem mil raios caem sobre a terra, produzidos por cerca de duas mil tempestades, conforme dados do Lightning Mapper Sensor\u00a0da NASA. 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